quarta-feira, 30 de abril de 2014

A teoria democrática do Estado e a inversão de papéis e valores chegou ao limite


Ao extrapolarmos direitos e  obrigações  esquecemos de algo mais importante que deveria se assentar em bases sólidas definindo limites, impondo restrições, determinando com  segurança a  exata colocação do   ser  humano   frente ao poder.

No que diz  respeito a  atuação   do legislativo no Brasil, de modo geral  a  situação  está complicado visto que  tanto no senado, câmara federal,  assembléias  e câmaras  municipais existe um  comprometimento  velado com  os   executivos  invertendo gravemente   os papeis  de cada  um  no  processo de gestão  pública.

Na Constituição Federal de cinco de outubro de 1988 os artigos 293 e 294 contemplam as  obrigações  dos vereadores  que estão  desvirtuadas  quando o vereador deixa de cumprir estas obrigações e  passa  a  atender  aos  apelos do executivo.

Quando isto se repete e se agrava situações inusitadas pode ocorrer como esta que a população proporcionou recentemente demonstrando a insatisfação com os seus representantes.


“O vereador Marcionílio da Costa Mendes foi amarrado em um poste pela população de Mata Grande, no interior do Estado de Alagoas. Acusado de roubar os cofres públicos, o parlamentar foi inocentado pelo Tribunal de Justiça, o que revoltou o povo do município”.
“A gente já cansou dessa palhaçada! Se eles continuarem nos roubando, vai faltar poste na cidade. ”, comentou dona Josicleide dos Anjos, moradora da cidade e dona das cordas”.


Da  mesma a forma no plano  federal e  estadual   com   deputados  que se  intitulam governo  por que estão  atrelados a  favores  do executivo  para conseguir uma   verbas ( emenda de orçamento)   para  atender pedido de sua  base  como  se isso  fosse  realmente uma  imposição constitucional. 
Entre as funções e atribuições de deputado federal, está o ato de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar, derrogar leis, leis complementares, emenda à Constituição federal e propor emenda para a constituição de um novo Congresso Constituinte.
Entre as principais funções dos deputados federais, está a elaboração de leis. E conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, outras atribuições dos deputados federais são:
·         Elaborar seu regimento interno;
·         Fiscalizar os atos do Poder Executivo;
·         Autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado;
·         Proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;
·         Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII”.

Com  todos  os dispositivos legais somados  ao alguns ingredientes nocivos,  que simplesmente a  desvirtuam   a Teoria  Democrática de Estado se  torna capenga,  vive em meio a  sobressaltos,  aumenta a  carência de aperfeiçoamento no futuro,  mesmo   uma  forma de governo dinâmica.

Por outro  lado, com a possibilidade  de envolvimento  do povo,  maior consciência, na decisão de seu próprio destino e  no  levantamento de prioridades, o  conceito  de democracia retoma  seu principio de governo do  povo, para  o povo, pelo povo  e o Estado conhecedor de seus deveres, não ignorará o prévio consentimento popular   quando  elege seus  representantes  mas  não   lhes  dá  o direito  de vender  o Estado.

Ter direitos políticos, poder votar  e ser votado,  passamos a  pensar em liberdade, todavia o homem nunca foi  mais que escravo do Estado.

Vivemos uma  repetição do  principio de democracia  ateniense onde a  prática de governo impõe devotamento dos cidadãos, de corpo e alma  ao  serviço público,  dava o sangue para um  vampiro  chamado estado . Neste  período não existia  transferência de  renda  ou  renda  mínima, como  estas   políticas de bolsas  que não emancipa o ser humano  mas   o torna  cada vez mais dependente.   

Hoje com o  processo   de politização dependente  de  renda  mínima, mesmo que a  cada dia que passe a  população fique mais pobre  é   comum ouvir-se  que os dependentes estão  satisfeitos  com a  penúria  existente.

Desta forma os  governantes  sempre  acham uma  solução  simples  para os problemas,  as  coisas  que funcionam,  procuram paralisar atividades,   fazem de  tudo  para   atrapalhar,  alegam altos  custos,  falta de  verbas,  aumentam impostos e  destroem  sonhos.

Para  de governantes muitos   deste  tipo  não  é interessante que haja  desenvolvimento  por que isso  levaria  ao crescimento da população, haveria a  possibilidade  de ingresso de novos habitantes que não estariam   atrelados ao sistema,  devendo favores e  em conseqüência a política de  curral  fechado  ou voto de cabresto  não subsistiria.

E  assim  sendo a  população segue  rumo ao matadouro  de sonhos, pagando   mais e mais impostos, pedágios e outros.

Um  dos  primeiros passos  está  no propósito de não participar mais do  processo eleitoral,  votando em branco ou anulando   votos.

Quando o povo começa  a  questionar   e  descobre que o governador  do Estado   recebeu R$ 3 milhões  de concessionária de pedágio  passa a  pensar quais seriam as  relações do   mesmo  com os  donos de  pedágios.    Neste  caso  até   o presidente da ALEP   pegou R$ 50 mil  da  concessionária e  queira  impedir  a  abertura  da CPI.   Definitivamente  isto  não  é  Teoria Democrática de Estado.

Um cidadão  comum  trabalha  o mês inteiro para ganhar  R$ 1.500,00   que perfazem R$18.000,00  por  ano, o que pensar  quando  o governador   recebe  R$ 3 milhoes  por ano?  Isto   significa que recebe  R$ 250.000,00 por mês do pedágio.   

E  o povo ainda acha que vai  acabar pedágios.

“Uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) afirma que, desde 1998, atos secretos têm alterado os contratos de pedágio nas estradas federais do Paraná. As mudanças, segundo o relatório, adiaram ou cancelaram obras importantes nas estradas que formam o Anel de Integração – e atingiram as seis concessionárias de estradas federais. Para o MPF, as mudanças encareceram o pedágio e prejudicaram a qualidade das rodovias”.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Uma gestão participativa, a busca de resultados ou falta de vontade política


Antes de quaisquer comentários façamos uma análise do ponto de vista de desenvolvimento  sócio econômico.
Ora, se tivermos um  proposta política  que beneficie  só  um  setor  ou  um  só   grupo isto de fato  não  é  desenvolvimento social  e econômico.

“Não é suficiente conhecer o conjunto das relações enquanto existe em um dado momento como um  dado sistema, mas importa conhecê-los  geneticamente em seu movimento de formação,  já que todo indivíduo não é somente a síntese  das relações  existentes, mas também é a história  destas relações,  isto é,  o  resumo de todo passado.
Antonio Gramsci 

Nos  últimos vinte  anos  não tivemos uma  política de desenvolvimento,   preocupada  com a  formação de mão de obra especializada,  tampouco uma   política  de desenvolvimento  industrial   visando a  criação, implantação  ou expansão de  micro, pequenas, médias  e  grandes  empresas.  Há mais  de vinte  anos faz-se  necessário  uma política de apoio ao  empreendedorismo  com suporte  técnico e em alguns casos   cedência de barracões   para  incubadoras  empresariais.

Não existe como se estabelecer um novo padrão de consumo se a renda per capita é temerária, ou não permite um avanço no desenvolvimento da economia e ainda com empresas competindo entre si para conquistar clientes sem a capacidade  de  pagamento  suficiente  para  manter  a  atividade.  
Temos uma grande fatia de consumidores que neste mercado  que depende  do  paternalismo  populista, do bolsa  família  e não  existe  nada  de concreto  que vise  reduzir  esse  caos social  de 12%  da  população enterrada em favelas,  talvez  não seja interessante preparar  essa  fatia da população  para  a  emancipação  por que é  exatamente  ai que saem  os votos  para quem aspira  ao  poder  e então é preferível  mantê-los  na escravidão da   gratidão.

O que temos é uma política reativa, ou seja, tomamos uma iniciativa  qualquer em razão dos acontecimentos  do momento  sem nenhum  estudo ou  projeto antecipado  que vise a tomada de iniciativa  ou facilite a tomada decisão.  Um conceito muito  antigo diz que em medicina ou  saúde   pública a  tendência deveria  ser mais  investimento em prevenção e menos em medicina curativa. Simples   isso, se existe   prevenção  e  certo que diminuirão  os  tratamentos de  doenças.

Considerando que não existe uma política de desenvolvimento industrial, não existe a menor possibilidade de doação de terrenos adequados para  implantação de empresas  e ainda  há  pessoas  que acreditam  em milagres  na área industrial atual  onde a  necessidade aterrar  banhados  para  se estabelecer  qualquer empreendimento,  não   existe  amparo  legal para  isenção de impostos  municipais, quando ocorre  a implantação de uma  empresas a dificuldade   para extensão de rede  elétrica,  de água e  telefone no  local  é  precária e isto  por ser confirmado pela  incapacidade  do município  dar a contrapartida de  qualquer  empreendimento e  a exemplo citamos  o Conjunto Residencial São  Francisco  onde a  infra-estrutura não  existe. 

Empresas do setor comercial são  implantadas  pela  própria   vontade do empreendedor e  não existe política de incentivos, uma  conscientização  da população para que  prestigie  o comércio local  por  conta  disso  são  inúmeros casos  de  pessoas  que realizam suas  compras  em outras  cidades  numa  evasão de divisas  sem precedentes.

Quantas vezes  vemos entregadores de outras  cidades  transitando por nossas  ruas  para  entregar  mercadorias  compradas  em outras cidades.   Tudo  isso tem  ver  com melhoria dos serviços,  qualidade, atendimento,  preços e condições de oferta,   mas   são  problemas  de interesse  geral  e sozinha  uma  empresa  pode tentar  mas   terá   dificuldades  para  resolver.

Por outro lado, seguimos uma política reativa, não fornecendo subsídios para constituição de empresa, não temos demonstrativos ou levantamentos de alternativas e oportunidade de investimentos, não existe uma preocupação em divulgar as potencialidades e oportunidades de investimentos, parece que temos um receio enorme de promover encontros, seminários visando debater os problemas e não termos  respostas   concretas.  

Os Conselhos Municipais de há muito não tem uma grande reunião para começar a  traçar um novo rumo. Se os conselhos não funcionam poderíamos tratar os problemas de cada setor em Câmaras Técnicas. Ah!  

Não existem Câmaras Técnicas? Que desgraça!   Como se discutem  os  problemas de cada  setor?  O   caso do IFPR  não  seria  de se tramitar   numa  Câmara Técnica de Educação?

Os  Conselhos  Municipais  estão acéfalos, Câmaras Técnicas não  existem,  não  temos  conferências  municipais,  não participamos das  conferências estaduais  e muito   menos da federal. Seguindo assim ficaremos a margem do caminho esperando favores de outros. Na realidade prioridades que deveriam ser discutidas nos  conselhos

Com toda   esta   letargia ou morbidão  que nos cerca ainda temos  sobre o IFPR  a  esperança  de uma grande  parceria  na preparação de mão de obra e de desenvolvimento de projetos  que alavanquem o desenvolvimento  da  região,  todavia tem um  complicador  instalado  chamado falta de  vontade  política.  
Por  falta de vontade  política  dizemos  em todos os sentidos  visto que quando de uma reunião,  de um  seminário, um  congresso  a  população  é convidada  e   não  participa, e,   depois  lançamos  a  culpa  em outros, mas  quando não  participamos  ou nos omitimos   esta é  também  chamada   falta de vontade   política.

Não   conseguimos  entender   por exemplo  um  Conselho ou  Câmara  Técnica  para   discutir prioridades, potencialidades  ou  problemas do  comercio sem a  participação do comercio.

Da mesma  forma  como  debater em Conselho ou  Câmara  Técnica    problemas de saúde  pública  sem a  participação  dos profissionais  da área e  da  população  que  enfrenta as filas  nos postos  de saúde.

Como discutir  potencial turístico  em Conselho ou  Câmara  Técnica  sem a participação de produtores  rurais   proprietários  de prováveis  pontos   turísticos,  de hotéis, de   restaurantes.
Este  tipo de  situação  vai  se arrastar em  todos os setores,   como  meio ambiente, agricultura e pecuária, esporte, etc.

“O destino de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A omissão de Calheiros

EDITORIAL

A omissão de Calheiros

Presidente do Senado jogou a decisão sobre as CPIs da Petrobras para a Comissão de Constituição e Justiça, onde a base aliada tem maioria esmagadora
Publicado em 03/04/2014
Em nosso editorial de ontem, manifestamos a esperança de que Renan Calheiros, presidente do Senado, tivesse uma atitude nobre em relação aos requerimentos e questões de ordem que pretendiam criar e sepultar duas Comissões Parlamentares de Inquérito: uma, de iniciativa da oposição, para investigar quatro denúncias envolvendo a Petrobras; outra, do governo, que juntava ao caso da estatal petrolífera o suposto cartel ferroviário em São Paulo e no Distrito Federal, o Porto de Suape, em Pernambuco, e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) – alvos escolhidos a dedo para atingir os futuros adversários de Dilma Rousseff na eleição presidencial de outubro. Calheiros, no entanto, fiel a seu histórico, não mostrou a correção que dele se esperava: rejeitou as duas questões de ordem e remeteu à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado a decisão final sobre a instalação das CPIs.
No caso da comissão proposta pela oposição, está mais que clara a necessidade de aprofundar a investigação sobre os diversos escândalos em que a Petrobras vem se metendo recentemente, incluindo o prejuízo bilionário na compra da refinaria de Pasadena e as denúncias de propinas pagas por uma empresa holandesa a funcionários da estatal. O argumento de que a investigação é inconveniente por se tratar de ano eleitoral, defendido por setores do PT, não se sustenta, como já reforçamos anteriormente, por implicar que existiria uma “carta branca” para isentar malfeitos de apuração a cada dois anos. Mas a questão de ordem da senadora paranaense Gleisi Hoffmann argumentava que os quatro fatos que a oposição gostaria de investigar seriam “desconexos” – como se não fosse suficiente o fato de todos eles demonstrarem as falhas evidentes na gestão da empresa. Calheiros rejeitou o pedido de Gleisi – foi sua única ação acertada ontem.
Mostrando pouca ou nenhuma coerência com sua argumentação no caso da CPI da oposição, o PT apresentou outro requerimento – aí, sim, pedindo que uma única comissão investigasse denúncias totalmente independentes entre si. Foi a vez de o tucano paulista Aloysio Nunes Ferreira contestar o pedido governista, alegando que o Regimento Interno do Senado, em seu artigo 146, afirma que “Não se admitirá comissão parlamentar de inquérito sobre matérias pertinentes: (...) III – aos Estados”. Essa questão de ordem também foi rejeitada pelo presidente do Senado, sob a alegação de que “na medida em que projetos dessa natureza [Suape e metrô] são financiados por operação de crédito aprovadas pelo Senado, tais matérias podem, sim, ser investigadas pelo Senado”.
Ao transferir para a CCJ a decisão sobre as CPIs, Calheiros faz o jogo do governo, pois a comissão é dominada pela base aliada – apenas seis dos 28 integrantes são oposicionistas. Não é muito difícil imaginar o resultado que possa surgir na CCJ, que se reúne na semana que vem. Por isso, a esperança que sobra à oposição é emplacar a CPI mista, com senadores e deputados. O pedido foi protocolado ontem, com o número necessário de assinaturas de parlamentares, e Calheiros marcou para o dia 15 uma sessão conjunta das duas casas, em que ocorrerá a leitura do requerimento. Esse parece ser o melhor caminho para que as investigações, tão necessárias para que a população brasileira possa conhecer as dimensões exatas do descalabro em que se transformou a administração da Petrobras, efetivamente ocorram.

Por omissão do TCU agora temos a Copa da Roubalheira



Copa da Roubalheira !!!

Começaram as investigações, aconteceu o que todos já sabiam que ia acontecer, porque não preveniram, quem liberou a verba ?
E os outros estádios, será que vai aparecer algo ?
Só desse estádio o desvio foi 431 milhões que daria para construir outro, isso para não falar em hospitais, escolas, estradas, etc..etc.
Como é no Brasil e o povo é cordeirinho, para mim só vai ficar na investigação e nada de punição e nem na devolução do dinheiro.
Esta na hora do povo acordar, se indignar e se rebelar, chega dessa BANDALHEIRA com o nosso dinheiro.
#acordapovo
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Tribunal de Contas aponta superfaturamento no estádio Mané Garrincha
Estádio mais caro entre os construídos para a Copa do Mundo de 2014, o Mané Garrincha, em Brasília, teve superfaturamento de R$ 431 milhões, afirma análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal. 
As informações são da Folha de S.Paulo.

https://br.noticias.yahoo.com/tribunal-de-contas-aponta-superfaturamento-no-est%C3%A1dio-man%C3%A9-garrincha-204615348.html

quarta-feira, 26 de março de 2014

MARCO CIVIL DA INTERNET

A AMEAÇA SE CUMPRIU... PARABÉNS AO MAIS NOVO POVO CUBANO/BRASILEIRO. 

O  presidente Maduro  determinou a a  censura  na internet, em Cuba a internet funciona desse jeito, voce tem que passar (mensagem) por uma central reguladora primeiro para depois seguir ao destino. 

Se um comunista achar que voce chamou ele de feio a mensagem não segue o caminho e voce ainda está sujeito a prisao... Assim caminha a humanidade? Não" Assim caminha o Brasil.



https://www.youtube.com/watch?v=dS_-0Irhr1g

https://www.youtube.com/watch?v=1GJJm78QDpU

https://www.youtube.com/watch?v=MyxcXmLQb4s

http://gracanopaisdasmaravilhas.blogspot.com.br/2012/11/ameaca-do-irmao-do-genoino.html

http://www.lucioneto.com.br/2014/03/aprovacao-do-marco-civil-da-internet.html


sexta-feira, 21 de março de 2014

Uma crítica para solução de problemas torna-se um alvo de processos judiciais Prof. Dr. Luiz Manoel da Silva Vinte e três anos se passaram desde que foi elaborado o primeiro Plano Diretor do município de Palmas sendo que para isso foram levantados problemas cruciais e levantadas as prioridades para o desenvolvimento sócio-econômico e melhoria da qualidade de vida da população. O Plano Diretor que deveria ser visto como um resultado articulado dos interesses de diversos setores, para não dizer todos, deveria dar a direção da administração municipal, todavia, isto não ocorreu e hoje verificamos que uma serie de problemas se agravaram, como a situação do êxodo rural dado que em 1991 tínhamos 35% da população morando no interior e trabalhavam em empresas do setor madeireiro. Esta faixa da população tinha no interior tudo o que precisava para sua subsistência, como trabalho, moradias nos pátios das empresas, escolas, uma capela e até em alguns casos um pequeno armazém da própria empresa. Com o avanço da tecnologia gradativamente veio a queda de produção do setor madeireiro e para um quadro de 143 empresas existentes na época hoje temos pouco mais de duas dezenas. Lamentavelmente não houve preocupação com os possíveis e prováveis problemas que poderiam surgir e eles estão e a tendência é de agravamento por que em termos de gestão pública ao que se houve desde 1991 é um velho e surrado discurso, “não temos verba”. Ora, se nunca tem verba por que brigam tanto para assumir o poder? A base produtiva do setor madeireiro reduzida sofre com problemas de 1991, visto que a área industrial implantada em local inadequado ainda hoje não tem a infra estrutura necessária, nem sequer placas indicativas da existência e localização, na entrada do local e tampouco na BR 280. O que sobra por conta disso são ameaças de processos judiciais quando alguém mostra que as coisas devem e podem ser diferentes, que deve existir consciência e respeito para com o contribuinte que trabalha e paga impostos, que as definições de prioridades devem ser feitas discutindo-se com setores interessados e a comunidade, que os Conselhos Municipais devem ter estreita participação nas discussões dos problemas e prioridades. Por diversas vezes abordamos essa questão de conselhos e reiteramos, não conseguimos entender como um pequeno grupo de pessoas decidem o que fazer e muitas vezes nem isso fazem, sem consultar os interessados no tema. Por exemplo: Em 1991 levantamos mais de quarenta pontos com potencial turístico (dentre eles os naturais e os produzidos pelas mãos do homem) e até hoje não temos uma política de desenvolvimento que mostrasse a potencialidade turística em aspectos como clima, solo, produtos, eventos e história. Até hoje não se produziu um calendário com eventos marcantes, feira e festivais dificilmente acontecem e a infra-estrutura turística, como rede hoteleira ainda hoje se resume a cinco hotéis cuja demanda é prioritariamente composta de representantes, vendedores , funcionários públicos e poucos verdadeiramente turistas. Não temos nada em termos de melhorias e conservação de vias de acessos aos pontos turísticos, comunicação, energia, camping, etc.. Caso houvesse uma tentativa de exploração desta potencialidade não temos mão de obra preparada para tanto, não existiu e não existe cursos de preparação de guias, de treinamento de pessoal especificamente para atuar na recepção de turistas, que saibam tudo o que existe de potencial turístico. Lembro de que estudamos e tentamos diversas vezes abordar o tema, por que somos tão pobres? Por que nossa rendas per capita é uma das menores da região e confessamos que para chegar a um diagnóstico preciso isto nos causa preocupação. Pelos dados do IBGE no mapa das desigualdades temos uma configuração assustadora, vejamos: Índice Ghini 0,39% e um Incidência da Pobreza de 52,2% http://informacoesdobrasil.com.br/dados/parana/palmas/censo-demografico-2010/ Pelo dados de IBGE em 2010 tínhamos 42.888 e a considerar o CNV Crescimento Natural e Vegetativo de 2.26% ao ano deveríamos ter 46.233 habitantes. Isto posto pergunta-se que tipo de trabalho é feito junto a meninas adolescentes menores de 14 anos e até 18 sobre a tal assistência a natalidade? Se o índice acima citado de 52,2% diz que mais de 20 mil pessoas vivem com até dois salários mínimos não podemos considerar isto desenvolvimento social econômico, pelo contrário está se agravando a reprodução da miséria. Não vamos nos prender somente a estes índices mas temos que achar uma saída para mudar este quadro, resta saber se o poder público tem interesse em mudanças. Nem sempre existe predisposição para tanto. São incontestáveis as vantagens em se manter a pobreza como forma de massa de manobra e de manutenção do poder. Isto já foi tratado em plena revolução cubana e se perpetua até os dias de hoje. Nos anos 60 o governo americano na busca de conter o avanço do socialismo na America do Sul o presidente Kennedy criou um programa para ajuda com um desenho próprio ou uma áurea de bonzinhos...por que é claro havia que se dar em troca. O programa criado dentro do Plano Marshall foi chamado de “Aliança para o Progresso” e criou também ONGS internacionais para colocá-lo em prática. Com o avanço da revolução cubana havia necessidade de se impedir a instalação de regimes orientados e apoiados pelos comunistas e isto pôs a nu os problemas básicos e interesses americanos. No bojo do pacote veio um rascunho não praticado até de: a) ajuda destinada a programas educacionais; b) assistência ao trabalho de controle da natalidade; c) apoio à medidas para elevar a produtividade rural, nominalmente financiadas com a venda de alimentos excedentes. Veio também a doação de alimentos que pressupostamente deveriam ser distribuídos para comunidades carentes devidamente cadastradas. Na cesta americana tinha leite em pó, óleo comestível e queijo em tonéis de papelão com a bandeira americana e duas mãos desenhadas. Ao citar este programa americano propositadamente pretendemos lembrar que já neste período o povo sofria com esta armação de compra de votos, tanto que esses alimentos eram liberados na véspera de campanha política para que de certa forma servisse de alavanca para alienação do povo e na realidade nunca se pensou efetivamente em emancipação da população. O que foi exposto aqui só pessoas com mais de 60 anos lembram de como se comprava votos nesta época e pior, nunca houve mudanças por que a legislação é branda e não existe o menor interesse em acabar com o mercadão de votos. “ Não há algo mais difícil, nem de êxito duvidoso ou perigoso, do que iniciar-se uma nova ordem de coisas, por que o reformador tem inimigos em todos aqueles a quem a ordem antiga beneficiava e, somente tímidos defensores naqueles que poderão tirar proveito da nova ordem. Esta fraqueza nasce parcialmente do medo dos adversários parcialmente da incredulidade dos homens que não acreditam verdadeiramente em algo novo senão depois de um firme experiência”. Maquiavel ( 1469 – 1527 ) Com relação a politização este tipo de situação é tão grave e por conta disso a medida que a democracia se aperfeiçoa, os cidadãos ficam mais pobres visto que o aumento da carga tributária para custear a máquina é violento, não se corrige a tabela de IR imposto de renda sangrando cada vez mais o contribuinte e se sempre surge uma perturbação politica para responder a uma crise econômica e tributa-se cada vez e se isto não bastasse coloca-se praças de pedágios e radares espalhados por toda a parte. Quando os trabalhadores reclamam seus direitos e até iniciam movimento de greve e os responsáveis pelos desmandos alegam que se trata de greve política.


Vinte e três anos  se passaram desde que foi elaborado o primeiro Plano  Diretor  do  município de Palmas  sendo que para isso foram  levantados problemas  cruciais  e  levantadas  as prioridades  para  o desenvolvimento sócio-econômico  e  melhoria  da  qualidade de vida  da população.

O  Plano Diretor  que deveria ser  visto como um resultado articulado  dos interesses  de diversos   setores, para  não dizer   todos,  deveria dar a  direção  da administração municipal,  todavia,  isto   não ocorreu e  hoje   verificamos  que uma  serie  de problemas  se agravaram,  como a  situação  do êxodo   rural dado  que  em  1991  tínhamos  35%  da população  morando no  interior   e trabalhavam  em empresas  do setor  madeireiro.  Esta   faixa da população tinha  no interior  tudo  o  que precisava para  sua  subsistência, como  trabalho,   moradias nos pátios  das  empresas,  escolas, uma  capela  e até  em alguns casos um  pequeno armazém  da própria  empresa.

Com o avanço da   tecnologia  gradativamente veio a  queda de produção do  setor  madeireiro  e  para  um  quadro  de  143  empresas  existentes  na época  hoje  temos  pouco mais de duas dezenas.  Lamentavelmente   não   houve preocupação   com  os possíveis e prováveis   problemas que poderiam surgir e   eles   estão  e  a  tendência é de agravamento por que em termos de gestão  pública ao que se houve desde  1991  é  um  velho e surrado discurso,  “não  temos  verba”.  Ora, se nunca tem verba  por que   brigam tanto para  assumir o poder?

A base produtiva do setor  madeireiro reduzida  sofre com problemas  de 1991,   visto que a  área  industrial  implantada em local inadequado  ainda  hoje não  tem a  infra estrutura necessária, nem sequer  placas indicativas  da existência e localização, na entrada  do local e  tampouco  na BR 280.

O  que sobra  por conta  disso  são ameaças  de processos judiciais quando alguém mostra que as coisas  devem  e podem  ser diferentes,  que deve  existir consciência  e   respeito  para com o contribuinte que  trabalha e  paga  impostos,   que as  definições de prioridades  devem ser feitas discutindo-se   com  setores  interessados   e  a comunidade, que  os Conselhos Municipais devem ter  estreita participação  nas  discussões dos  problemas  e  prioridades.

Por   diversas  vezes  abordamos essa  questão de conselhos  e reiteramos,  não  conseguimos entender  como um  pequeno  grupo  de pessoas  decidem  o  que  fazer  e muitas  vezes nem isso  fazem, sem  consultar os interessados  no tema. Por exemplo: Em 1991   levantamos  mais de quarenta  pontos  com potencial   turístico (dentre  eles  os  naturais e  os produzidos pelas mãos   do homem) e até   hoje   não temos  uma  política  de desenvolvimento que  mostrasse a potencialidade  turística em aspectos  como  clima,  solo, produtos, eventos e  história.

Até hoje não se produziu um  calendário  com  eventos  marcantes, feira e festivais  dificilmente  acontecem  e  a infra-estrutura  turística,   como  rede  hoteleira  ainda hoje  se resume a  cinco hotéis  cuja demanda é prioritariamente  composta   de representantes,  vendedores ,   funcionários  públicos   e poucos verdadeiramente  turistas.

Não temos nada em termos de melhorias e  conservação de vias de acessos aos pontos  turísticos,   comunicação, energia, camping, etc..

Caso  houvesse  uma  tentativa de  exploração  desta  potencialidade  não temos  mão de obra   preparada para tanto,  não  existiu  e  não existe  cursos  de  preparação de guias,  de treinamento de pessoal  especificamente para  atuar  na recepção de turistas, que saibam tudo o que existe  de potencial  turístico.

Lembro  de que estudamos e  tentamos diversas  vezes abordar  o tema,  por que  somos  tão  pobres?   Por que nossa  rendas per capita  é uma  das menores  da região e confessamos  que para chegar  a  um  diagnóstico preciso   isto  nos  causa  preocupação.

Pelos dados do IBGE  no mapa  das  desigualdades temos uma  configuração  assustadora,  vejamos:
Índice Ghini   0,39%   e    um  Incidência  da Pobreza de 52,2% 


Pelo dados de IBGE em 2010   tínhamos  42.888 e a considerar  o CNV    Crescimento  Natural e  Vegetativo   de 2.26%  ao ano  deveríamos  ter 46.233  habitantes.  Isto  posto   pergunta-se  que tipo de  trabalho é  feito  junto a meninas adolescentes menores de 14 anos e  até  18 sobre a tal  assistência a  natalidade?   Se o índice  acima   citado de  52,2% diz  que mais de  20 mil pessoas  vivem com até   dois salários  mínimos não  podemos  considerar  isto   desenvolvimento  social  econômico, pelo   contrário está  se agravando a  reprodução da  miséria.

Não  vamos  nos  prender  somente   a  estes   índices  mas temos que  achar uma   saída para   mudar  este  quadro,  resta saber se o  poder  público tem interesse  em mudanças.   Nem sempre existe predisposição para tanto.

São incontestáveis  as  vantagens em se manter  a pobreza como   forma   de massa de manobra e  de manutenção   do poder.  Isto já  foi tratado em plena  revolução cubana   e  se  perpetua  até os dias de hoje. 

Nos  anos 60 o  governo  americano  na busca de conter  o avanço  do  socialismo na America do Sul  o   presidente Kennedy criou um  programa  para ajuda  com um  desenho próprio ou uma  áurea de  bonzinhos...por que  é claro havia que se dar em troca.   
O programa  criado  dentro do Plano Marshall foi   chamado de “Aliança para o Progresso”   e criou também ONGS internacionais  para  colocá-lo  em prática.   Com  o avanço da revolução   cubana havia  necessidade de se impedir a instalação de regimes orientados e apoiados pelos comunistas  e isto  pôs a  nu  os  problemas  básicos e interesses  americanos.
No   bojo  do pacote  veio um rascunho  não praticado até de: a)   ajuda destinada a programas  educacionais; b) assistência  ao  trabalho  de controle da  natalidade; c) apoio  à  medidas  para  elevar a produtividade rural, nominalmente  financiadas  com a  venda de alimentos excedentes.
Veio  também a  doação de alimentos  que pressupostamente deveriam  ser distribuídos   para  comunidades  carentes  devidamente  cadastradas.  Na   cesta  americana  tinha  leite  em pó,    óleo comestível  e queijo  em  tonéis  de papelão  com a  bandeira americana e  duas mãos  desenhadas.

Ao citar este  programa  americano  propositadamente  pretendemos  lembrar que  já neste  período   o  povo  sofria  com esta armação  de compra de votos, tanto  que esses  alimentos  eram liberados na véspera de  campanha  política para  que de certa   forma servisse  de alavanca   para  alienação do povo  e na realidade  nunca  se pensou efetivamente  em emancipação da população.  O que  foi   exposto  aqui  só  pessoas   com  mais  de 60  anos  lembram  de como  se comprava votos  nesta   época e  pior,  nunca  houve mudanças  por que a  legislação  é branda   e não  existe  o menor  interesse em acabar  com  o mercadão de  votos.

“ Não há algo mais difícil, nem de êxito duvidoso ou perigoso, do que iniciar-se uma nova ordem de coisas, por que o reformador tem inimigos em todos aqueles a quem a ordem antiga beneficiava e, somente tímidos defensores naqueles que poderão tirar proveito da nova ordem. 
Esta fraqueza nasce parcialmente do medo dos adversários parcialmente da incredulidade dos homens que não acreditam verdadeiramente em algo novo senão depois de um firme experiência”.    Maquiavel ( 1469 – 1527 )

Com relação a  politização este   tipo de situação é tão grave e  por conta disso a  medida que a  democracia se aperfeiçoa, os  cidadãos ficam mais pobres  visto que  o aumento da carga tributária  para   custear a  máquina é   violento,  não se corrige a  tabela de IR imposto de renda   sangrando  cada  vez  mais o contribuinte e  se sempre surge uma perturbação politica  para responder a uma   crise  econômica   e tributa-se cada   vez  e se isto  não bastasse  coloca-se praças  de pedágios  e radares  espalhados por  toda  a parte.

Quando os trabalhadores   reclamam seus direitos e  até iniciam movimento  de greve e os   responsáveis  pelos  desmandos  alegam que se trata de greve política.


domingo, 16 de março de 2014

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação da Mídia:


O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.